Antes de Qualquer Nome

Multicolored glowing mist with soft blue, purple, and orange hues over dark reflective water.

Antes de sermos alguém, somos.

Antes do nome, da história, da profissão, da idade, da culpa e do mérito, há uma presença silenciosa que simplesmente é. Ela não precisa ser construída. Não precisa ser melhorada. Não precisa ser aprovada pelo mundo.

O sofrimento começa quando esquecemos isso.

Passamos a acreditar que somos apenas o personagem: aquele que acertou, errou, perdeu, desejou, temeu, envelheceu, lutou. E então tentamos curar o personagem com mais personagem: mais explicações, mais justificativas, mais identidade.

Mas o Ser não precisa ser curado.

O que precisa ser visto é apenas o engano de termos tomado a máscara como rosto verdadeiro.

Nisargadatta apontava para o simples “Eu Sou” antes de qualquer definição. Um Curso em Milagres aponta para a lembrança de que nada real pode ser ameaçado. Ambos, cada um à sua linguagem, nos convidam a abandonar a amnésia espiritual.

Você não precisa se tornar o Absoluto.
Você não precisa conquistar Deus.
Você não precisa fabricar paz.

A paz não é uma conquista do ego.
É o que resta quando a guerra contra si mesmo cessa.

Por alguns instantes, antes de responder ao mundo, antes de defender sua história, antes de explicar quem você é, apenas permaneça.

Não como homem ou mulher.
Não como vencedor ou fracassado.
Não como corpo, memória ou biografia.

Apenas como presença.

E talvez, nesse silêncio sem nome, você reconheça algo muito antigo:
você nunca esteve separado daquilo que buscava.

Gassho.

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