A pessoa dorme, come, trabalha, conversa… e ainda assim sente algo difícil de explicar. Como se houvesse um ruído constante ao fundo da existência.
Às vezes esse ruído aparece como ansiedade.
Às vezes como vazio.
Às vezes como a sensação de estar vivendo no automático.
Muitos tentam fugir disso:
distrações,
excesso de informação,
consumo,
redes sociais,
espiritualidade transformada em performance,
ou a busca interminável por uma versão “melhor” de si mesmos.
Mas talvez exista uma pergunta mais silenciosa escondida por trás de tudo:
“Quem sou eu antes de todas as definições?”
Antes do nome.
Antes da história pessoal.
Antes dos medos.
Antes das imagens que os outros possuem sobre nós.
Talvez a vida moderna tenha nos tornado extremamente ocupados… mas profundamente distantes de nós mesmos.
Por isso momentos de silêncio às vezes assustam tanto.
Porque no silêncio não sobra muito onde se esconder.
E ainda assim, paradoxalmente, é justamente nesse espaço silencioso que algo mais real começa a aparecer.
Não como uma crença.
Não como uma ideologia.
Mas como uma percepção direta da própria existência.
Talvez o início de uma transformação não esteja em “se tornar alguém”, mas em começar lentamente a ver aquilo que sempre esteve aqui.

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