A Simplicidade do Ser

Boat on calm water reflecting colorful sunset sky with distant hills and lighthouse

Passamos grande parte da vida tentando nos tornar algo.

Queremos nos tornar mais sábios, mais espirituais, mais realizados, mais amados. Procuramos experiências, conhecimentos, estados especiais de consciência e respostas para as grandes perguntas da existência.

Mas e se a própria busca estiver escondendo aquilo que procuramos?

Antes de qualquer conquista, antes de qualquer fracasso, antes de qualquer identidade, existe algo simples e silencioso: o fato de que somos.

Não o “eu sou isto” ou “eu sou aquilo”, mas apenas o puro sentimento de ser.

Esse Ser não precisa ser criado. Não precisa ser aperfeiçoado. Não precisa ser defendido. Ele já está presente antes do primeiro pensamento da manhã e permanece quando os pensamentos se recolhem à noite.

Talvez a verdadeira espiritualidade não seja adicionar algo a nós mesmos, mas reconhecer aquilo que nunca esteve ausente.

O mundo muda. O corpo muda. As crenças mudam. As emoções mudam.

Mas aquilo que conhece todas as mudanças permanece.

Nisargadatta Maharaj apontava para essa simplicidade quando convidava seus visitantes a permanecerem apenas com o sentimento “Eu Sou”. Não para alcançar algo extraordinário, mas para descobrir o que sempre esteve aqui.

Talvez o maior mistério não seja o universo.

Talvez o maior mistério seja a presença silenciosa que, neste exato momento, está lendo estas palavras.

E que já estava aqui antes delas aparecerem.

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